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MARGS

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Construído em 1913 para abrigar a Delegacia Fiscal, o imponente prédio da Praça da Alfândega, de quase cinco mil metros quadrados, foi encomendado à firma do engenheiro Rodolfo Arhons, sob o projeto do arquiteto alemão Theo Wiederspahn, que na época também executou o prédio gêmeo dos Correios e Telégrafos - que atualmente abriga o Memorial do Rio Grande Sul, ao lado do MARGS - da Cervejaria Brahma, do Hotel Majestic (hoje Casa de Cultura Mário Quintana) e da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


A suntuosidade da construção, com seus vitrais, mármores e ornamentos, materializava, no início do século, o ideal de modernização e progresso da república positivista gaúcha. Avaliando as quatro fachadas do prédio, o artista Fernando Corona afirmou que se poderia denominá-lo em estilo neo-renascentista alemão. Já para o arquiteto e pesquisador Günter Weimer, o prédio do MARGS contém todas as contradições típicas da arquitetura do período pré-guerra: por um lado apresenta uma impressionante modernidade - com sua estrutura de concreto armado, cobertura plana e iluminação zenital - e por outro vai ao encontro à linguagem arquitetônica do classicismo devido à modenatura das massas e ao emprego de alegorias ao estilo greco-romano. A decoração ornamental do prédio, além de azulejaria expressionista, conta com trabalhos em gesso executados pelas oficinas de escultura de João Vicente Friederichs, com os ornamentistas Victorio Livi, Franz Radermacher e o escultor Alfred Adloff, responsável pelas figuras da fachada.

 

Localizado no Centro Histórico de Porto Alegre, o prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1981. Três anos mais tarde, a Subsecretaria de Cultura do Estado o reconheceu como de interesse público por seu valor histórico-arquitetônico. Passou, então, a integrar o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul. Em 1985 foi contemplado com o tombamento definitivo em nível estadual.

 

Entre o final de 1996 e início de 1998, o prédio passou por um profundo trabalho de restauro, motivado pelo seu grave estado de deterioração. Com o patrocínio do Governo do Estado e do Ministério da Cultura, a obra combinou funcionalidade à preservação das características históricas da construção, adaptando o local aos padrões internacionais de museologia. O edifício ganhou novas instalações elétrica e hidráulica, sistema de climatização para a temperatura oscilar entre 21 e 24 graus em umidade constante, detectores de fumaça, controle de intensidade da luz e impermeabilização do terraço e dos torreões, além de restauração artesanal dos ladrilhos, azulejos e vitrais. A máquina do elevador Atlas - um dos primeiros da cidade, instalado em 1933 - também foi trocada, mas a cabine manteve as linhas originais. Entre 2006 e 2007, a estrutura externa do prédio e terraço foram novamente restauradas, recebendo pintura e demais reparos de manutenção.

 

Área de impermeabilização executada pela Ispersul Engenharia: 1.500m2